Cerveja Witbier – a refrescante invenção belga

Witbier, termo mais utilizado, significa “cerveja de trigo” em flamengo. Também podemos nos referir a esta cerveja como Bière Blanche, do francês, ou White Beer, em inglês. Ambos os nomes são traduzidos como “cerveja branca”, se referindo à turbidez esbranquiçada característica.

Apesar da Weizenbier também ser uma white beer, a cerveja Witbier se diferencia bastante das cervejas de trigo alemãs. Enquanto a Weizen e suas variações são produzidas apenas com água, maltes de trigo e de cevada, lúpulo e levedura, seguindo a Lei da Pureza, a Witbier conta com adjuntos em sua receita, como trigo não malteado e especiarias. Originalmente, essas adições são semente de coentro e casca de laranja. Mas hoje encontramos exemplares que utilizam outros condimentos, como pimenta rosa e manjericão, assim como outros cítricos, como limão siciliano e toranja.

Na versão original belga, essa cerveja apresenta coloração amarelo palha, turbidez e alta formação de espuma, com notas cítricas e condimentadas em destaque, seguidas de nuances de cereais. O lúpulo é praticamente imperceptível, tanto no aroma, quanto no sabor, conferindo baixo amargor. Em boca, se equilibra entre suave dulçor maltado e acidez, pois no processo de mosturação os grãos passam por um descanso prolongado a temperaturas mais amenas, promovendo a produção de ácido lático. Segundo o guia de estilos da Brewers Association, pode ter de 4,8% a 5,6% de teor alcoólico. Uma cerveja leve e muito refrescante! Em alguns casos, pode ter adição de outros cereais, como aveia e espelta, uma espécie de trigo vermelho.

Já os exemplares americanos não costumam ter essa acidez destacada, normalmente usam trigo malteado e são um pouco mais escuras, entre douradas e alaranjadas, como é o caso da icônica Blue Moon. Nos Estados Unidos foi criado o hábito de servir a cerveja Witbier com uma rodela de laranja na borda do copo, serviço que acabou sendo adotado em diversos bares por todo o mundo, inclusive na Bélgica. A marca responsável pelo renascimento do estilo, que havia despopularizado nos anos 50 pela ascensão das standard lagers, foi a Hoegaarden, que hoje pertence ao grupo AB InBev. Outros rótulos clássicos que possuem perfil sensorial semelhante são Vedett e La Trappe.

Recomendo a degustação destes rótulos tradicionais do estilo para conhecer a base do estilo, mas a inventividade das versões brasileiras também é bem-vinda!

Cheers!

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