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Cerveja Guinness, há mais de 250 anos com a mesma receita que a consagrou

A cerveja Guinness é sem duvida uma das mais espetaculares já criadas. A história dela começa em 1756, quando Arthur Guinness recebeu £100 de herança e comprou uma micro cervejaria no condado de Kildare, na Irlanda. Três anos depois, em 1759, em St. James’s Gate, no coração de Dublin, ele alugou a planta de uma cervejaria inativa e assinou o histórico contrato de arrendamento de 9.000 anos, que intensificou a produção de suas cervejas, inicialmente lançadas com os nomes Guinness Porter e Guinness Ale.

Em 1799, Arthur Guinness resolveu encerrar a produção da cerveja tipo Ale e focar na fabricação da Porter. Na época, as cervejas Stout eram consideradas estilos do grupo Porter, que caracterizavam uma versão de Porter mais forte, mas não necessariamente mais alcoólico. Foi graças à Guinness que a “Stout Porter” adquiriu personalidade própria e desde então é denominada apenas como Stout.

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O símbolo da Harpa Irlandesa foi adotado em 1862, e registrado oficialmente em 1876, quando definitivamente a Guinness já fazia parte da vida dos irlandeses. Em 1881, a planta de Guinness em St. James’s Gate foi considerada a maior cervejaria do mundo com produção anual de 1.2 milhões de barris.

A cervejaria sempre manteve um rigoroso padrão de qualidade de produção e um consistente plano comercial e de expansão, e com isso, em 1908, se tornou a cerveja mais consumida do mundo. Em 1967, o rótulo Guinness Draught foi introduzido no mercado americano, feito que marcou o ponto inicial da sua estratégia de expansão internacional, sendo que em 1985 a cerveja já era vendida em mais de 120 países. Em 1997, a Guinness entrou em um processo de fusão com o grupo Grand Met, para formar a Diageo, em um negócio de mais de £24 bilhões.

Guinness Storehouse.

Há mais de 250 anos, a Guinness é produzida com a mesma receita que a consagrou. O malte, por ser torrado, é responsável pela coloração escura e paladar tostado. Um mistura única que resulta em uma cerveja tipo Stout, de alta fermentação, cujo balanço entre o amargor do lúpulo e a doçura do malte são facilmente perceptíveis.

Guinness Storehouse – vista da torre panorâmica.

Na sua sede em Dublin, há um museu contando a história da cerveja e vendendo dezenas de produtos licenciados com a marca, como: roupas, copos e objetos de decoração. Em várias partes do mundo, especialmente na Europa, algumas datas comemorativas são sinônimos de Guinness e uma tradição da marca, como: o St. Patrick’s Day, o Dia Mundial do Rock e o Halloween, que também tem origem celta e foi levado para os Estados Unidos pelos Irlandeses.

Curiosidade: a bolinha na lata da cerveja Guinness

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Há uma bolinha dentro das latas de Guinness. O motivo? Fergal Murray, mestre-cervejeiro da cervejaria, explica: “Trata-se de uma cápsula propulsora de nitrogênio que, misturada ao gás carbônico, mantém o sabor da bebida. Essa cápsula também tem a função de compactar as bolinhas de gás da cerveja, levando todo o gás para o colarinho, tornando-o denso e cremoso. A cápsula de nitrogênio libera o gás no momento em que a lata é aberta. Por isso, aconselha-se que o consumo de Guinness não seja feito diretamente na lata, mas colocando toda a bebida em um pint. Assim, consegue-se o mesmo efeito visual e a qualidade de um chope Guinness”.

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Escrito por Ana Paula Komar

Jornalista, apaixonada por história, curiosa por culturas e apreciadora de boas cervejas!