Antuérpia
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Roteiro Belga #3 – Namur, Antuérpia e muitos mosteiros

Mês passado terminamos o artigo visitando a Chimay. Mantendo a pegada de abadias, uma ótima opção é tomar um café da manhã reforçado e passar o dia visitando a Abbaye d’Aulne e a l’Abbaye de Maredsous. Ambas ficam próximas da Chimay e são passeios bem turísticos: restaurantes com cervejas da abadia e visitas às igrejas. Na Aulne é possível degustar direto na abadia e conhecer um pouco do processo de fabricação, por outro lado a igreja da Maredsous é inesquecível e possui um espaço de convivência bem legal. As abadias ficam em áreas afastadas, então após a visita duas boas opções para pernoite são Namur e Liège, dependendo por qual abadia você terminou o dia. Namur é uma bela cidade com muitas opções de passeio, recomendo a estadia. A começar pelo Citadelle, que lhe dá uma bela vista da cidade toda. Também há algumas opções de museus, a Catedral de St. Aubain e até um cassino. Vale também uma visita no Barnabeer, um bar bem decorado com boas opções de petiscos, e no Art Salon, que possui na carta opções de drinks, café e outras bebidas sem álcool. Esse é o Roteiro Belga #3: Namur, Antuérpia e muitos mosteiros.

Roteiro Belga #2 – Achouffe, Dinant e Chimay

Aproveitando o caminho

No dia que você for deixar a cidade, recomendo seguir para Antuérpia e aproveitar o mesmo dia da viagem para conhecer as abadias Val-Dieu e Averbode. Sei que parece estranho, pois isso fará com que o deslocamento seja maior, mas é uma ótima forma de aproveitar esse lado do país para conhecer as duas abadias. Esses também são passeios que misturam bem a parte turística com a pegada cervejeira. Em ambos você vai apreciar a paisagem do local, a ótima culinária dos restaurantes anexos às abadias, a visitação à igreja e o passeio na loja oficial e arredores, que contam com lindos bosques e jardins.

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Na Val-Dieu almoçamos no restaurante Le Moulin du Val-Dieu, que fica em frente à abadia, e valeu muito a pena. A decoração tem um tema de fazenda, com uma roda d’água e paredes de pedra e, claro, serve todas as cerveja da abadia. 

Na Averbode, o destaque é para o espelho d’água na frente da igreja que rende belas fotos. O jantar antecipado fica por conta do Het Moment – o bar-restaurante do próprio mosteiro, que me marcou bastante. Ele faz parte de um programa de inclusão social, tem uma microcervejaria dentro e possui rótulos que só são servidos lá. A experiência toda é muito legal. Estes dois passeios devem tomar o dia todo e provavelmente você chegará em Antuérpia no início da noite. Apesar do cansaço, garanto que chegará renovado.

Explorando a Antuérpia

Antuérpia

Antuérpia é a segunda maior cidade belga, ficando atrás apenas da capital Bruxelas. É uma metrópole histórica, com muitas opções de passeios: Steen Castle, Igreja de St Paul, Igreja de Carolus Borromeus, Catedral Principal (Onze Lieve Vrouwe Kathedraal), Rua Meir para compras, Museu Middelheim, Estação Central e Praça Principal são algumas das paradas que recomendo bastante. Apesar de todas essas opções, certamente o melhor passeio cervejeiro dentro da cidade é o Kulminator, famoso por oferecer degustações verticais e cerveja envelhecidas. Marque este bar com vários asteriscos no seu roteiro, é realmente imperdível. 

O deslocamento de carro no interior da cidade não é fácil, então indico uma hospedagem central para fazer bom uso do transporte público, deixando o carro para as viagens aos mosteiros trapistas. Antuérpia é uma ótima base de pernoite para visitar os quatro mosteiros trapistas da região: Westmalle e Achel na Bélgica e Zundert e La Trappe na Holanda. Infelizmente, apenas a La Trappe possui visita às instalações cervejeiras, mas garanto que o passeio em todas elas vale a pena. A minha sugestão é dividir em dois dias. 

Mais passeio e mais cervejas!

No primeiro, tirar a manhã para visitar a Zundert e almoçar no In der Anker ou no Rustpunt. Também há a opção mágica que inventei para tomar a Zundert duas vezes: lanchar no In der Anker e almoçar no Rustpunt. À tarde, seguir para Westmalle, fazer um tour a pé nos bosques ao redor do mosteiro, que é totalmente fechado, e terminar no Cafe Trappisten. Não deixe de pedir duas relíquias que não são encontradas fora dali: a Westmalle Extra – feita para o consumo regular dos monges – e o blend da Tripel e Dubbel. 

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Para o segundo dia, comece pela La Trappe. Procure marcar a visita antecipadamente para o primeiro horário do dia e, muito importante, tome um café da manhã bem reforçado, pois a visita, além de sensacional, é acompanhada de muita cerveja. A melhor sugestão de almoço é no restaurante dentro da abadia, a culinária deles é maravilhosa. O ambiente é muito agradável e vale a pena curtir por horas. 

Na sequência, Achel. O mosteiro fica na divisa da Bélgica e Holanda e é inevitável o passeio a pé ou de bicicleta com direito a foto na fronteira. No café anexo, não deixe de tomar os rótulos tradicionais e pedir a Blond Extra, que só é vendida lá, e aproveite a loja, que mais parece um empório cervejeiro com vários rótulos belgas diferentes, além de inúmeros artigos e decorações cervejeiras.

Estamos quase na metade da viagem. Nos vemos na próxima parada. Santé!

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Escrito por Enzo Molinari

Administrador de empresas e amante da cultura cervejeira. Homebrewer, beer sommelier e sócio-cervejeiro da Fanky Folks

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